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Vivências Corporais na Terceira Idade

Atualizado: 14 de Fev de 2019


O envelhecimento significa um processo, um estágio que é definido de maneiras diferentes. Podemos considerar o processo como um conjunto de alterações experimentadas por um organismo vivo, do nascimento até a morte, assim como processos de desenvolvimento social e psicológico de um indivíduo, problemas de integração e adaptação social.

Envelhecer inclui alterações fisiológicas, psicológicas e sociais no individuo, que influenciam no funcionamento e bem-estar social. Entre os aspectos da involução senil temos redução da capacidade funcional, perda quantitativa e qualitativa de elementos celulares, resultando em hipotrofia dos tecidos moles, desorganização do tecido conjuntivo, queda ponderal dos órgãos, redução da água corporal, levando a desidratação dos tecidos em geral e redução do consumo de oxigênio. As fibras elásticas se rompem, as fibras de colágeno se desorganizam, ocorre desordem no núcleo das células e em outros elementos celulares. A produção de proteínas e outros elementos importantes é gradualmente paralisada e as funções viscerais se tornam menos eficientes. Como conseqüência destas alterações, a pele se torna enrugada, flácida e pouco elástica, ganhando aspecto escamoso. Os músculos tendem a perder força e as articulações não suportam grandes esforços para carregar ou sustentar o peso. A postura vai se modificando e, em casos de doenças ósseas ou articulares, podem surgir deformidades. As artérias e veias perdem sua elasticidade, dificultando a passagem de sangue, o coração perde sua força de bombeamento. No tecido nervoso, pode haver comprometimento de funções nobres e especializadas como a memória, o raciocínio, consciência, áreas responsáveis pelo movimento, audição, visão, fala e vigília.

Entretanto, não são apenas os aspectos do envelhecimento corporal que caracterizam o idoso. Em nível social, compreende-se que a velhice se apresenta como o afastamento da atividade laborativa, caracterizada pela perda do poder aquisitivo. O envelhecimento passa a ter conotações ao nível de representações sociais como: depreciação da capacidade física e principalmente mental e social do idoso, rejeição familiar e social, sentimento de impotência pessoal frente às exigências dos grupos e do meio social como um todo pela nova relação de dependência. Embora envelhecer seja uma etapa normal do processo evolutivo humano, esta passagem, pelas condições de vida em sociedade, não se apresenta de maneira tranquila e saudável.

Ser velho não é o contrário de ser jovem. Envelhecer é simplesmente passar para uma nova etapa da vida, que deve ser vivida da maneira mais positiva, saudável e feliz possível. É preciso investir na velhice como se investe nas outras faixas etárias.

A idade biológica é a idade física do individuo, ou seja, a condição e estado do seu corpo, podendo ser alterada; o corpo pode se tornar jovem ou mais velho biologicamente, dependendo de como o tratamos. A idade social é determinada por regras e expectativas sociais e categoriza as pessoas em termos de seus direitos como cidadão atribuindo-lhes tarefas a serem empenhadas. A idade cultural se refere ao fenômeno da cultura em que a pessoa está inserida; a idade filosófica diz respeito às concepções e aos valores que embasam a vida. A idade cronológica é a idade do nascimento, determinada pelo número de anos vividos pela pessoa e é um indicador limitado da idade do individuo, e por fim, a idade psicológica que é a mais flexível e completamente subjetiva, está relacionada a como os indivíduos se sentem em relação a si mesmos, suas habilidades e comportamento.

Sempre que falamos em expectativa de vida e envelhecimento, nos deparamos com o tema qualidade de vida.

A qualidade de vida é a preservação do prazer em todos os seus aspectos; o prazer de ter um corpo saudável e a aceitação de seus limites, o prazer de interagir em sociedade, o prazer da satisfação dos desejos na medida do possível e aceitável, o prazer de compartilhar e de aprender.

A estimulação é o melhor meio para minimizar os efeitos negativos do envelhecimento e levar as pessoas a viverem em melhores condições. Quanto à esfera sócio-emocional, é incontestável a necessidade de estimulação. O contato com outras pessoas, ver, falar, comunicar-se, trocar afeto, dedicar-se a um hobby, participar de programas comunitários criam novas condições de vida. As idéias e as emoções envelhecem e se embotam se não as exercitamos e se mantêm afinadas mediante a discussão com outras pessoas.

Quem vive mais intensamente sofre menos. Quem se mantém ativo, está sempre em busca de algo novo, tem o ego mais estruturado e a auto-estima fortalecida.

Na Fisiopoa desenvolvemos um trabalho direcionado e focado as necessidade e peculiaridades de cada indivíduo. Nosso programa consiste em alongamentos; técnicas de vivências (toque, bolinhas, sons, texturas); atividades lúdicas; Pilates; relaxamento; cinesioterapia funcional; musculação terapêutica; respiração; debate.

As vivências são atividades voltadas para a percepção das sensações provocadas por estímulos (físicos ou psíquicos) ocorridos no momento em que acontecem, que estão ligados ao próprio corpo. Os objetivos são a sensibilização do corpo em relação a objetos, outras pessoas e com a própria pessoa.

A mente e o corpo estão intrinsecamente ligados, e sua interação exerce, a cada segundo, uma profunda influencia sobre a saúde e a doença.


Esperamos você!

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